O que são as Espondiloartrites?

As espondiloartrites são um grupo de doenças inflamatórias crônicas que afetam predominantemente a coluna vertebral, as articulações sacroilíacas (entre a bacia e o sacro) e, em muitos casos, articulações periféricas e pontos de inserção de tendões (enteses). O quadro mais conhecido do grupo é a espondilite anquilosante, mas o grupo inclui também a artrite psoriásica com envolvimento axial, as espondiloartrites associadas a doenças intestinais inflamatórias e formas indiferenciadas.

Essas doenças tendem a surgir em adultos jovens, muitas vezes antes dos 45 anos, e podem levar a dor lombar crônica, rigidez e, quando não tratadas adequadamente, a limitação progressiva da mobilidade da coluna. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento e preservar a função.

A Dra. Viviane Machicado, reumatologista em Salvador, Presidente da Sociedade Baiana de Reumatologia e com mais de 10 anos de experiência, atua no diagnóstico e no tratamento das espondiloartrites, com avaliação clínica, solicitação de exames de imagem quando necessário e acompanhamento com medicamentos convencionais e biológicos, incluindo o Programa ImmunoVita para monitoramento estruturado.

Sintomas das Espondiloartrites

Os sintomas variam conforme a doença e as estruturas afetadas. Reconhecer os padrões típicos ajuda a buscar avaliação reumatológica no tempo certo.

  • Dor lombar inflamatória: Dor nas costas que melhora com movimento e piora em repouso, frequentemente com rigidez matinal que dura mais de 30 minutos. Pode irradiar para as nádegas ou coxas e ser alternada entre os lados.
  • Rigidez da coluna: Sensação de enrijecimento da coluna ao acordar ou após período parado, com melhora progressiva ao longo do dia com a atividade.
  • Entesite: Dor e inchaço nos pontos onde tendões e ligamentos se inserem no osso, como calcanhar (fasceíte plantar, tendinite do aquiles), região do joelho e quadril.
  • Artrite periférica: Inchaço e dor em articulações como joelhos, tornozelos e pés, por vezes assimétricos.
  • Uveíte: Inflamação nos olhos (vermelhidão, dor, fotofobia), que pode ocorrer em associação com espondiloartrites e exige avaliação oftalmológica.
  • Fadiga e mal-estar: Cansaço e sensação de doença, sobretudo em fases de maior atividade inflamatória.

Diagnóstico das Espondiloartrites

O diagnóstico é clínico, apoiado por critérios de classificação e exames de imagem. O reumatologista correlaciona a história do paciente, o exame físico e os achados laboratoriais e de imagem para definir o quadro.

Critérios e Avaliação Clínica

Os critérios ASAS (Assessment of SpondyloArthritis International Society) são utilizados para classificar espondiloartrite axial (com predominância de envolvimento da coluna e sacroilíacas) e periférica. Consideram características como dor lombar inflamatória, entesite, história familiar, HLA-B27 e achados de imagem nas articulações sacroilíacas.

Exames de Imagem e Laboratoriais

A ressonância magnética da coluna e das articulações sacroilíacas é o exame mais sensível para detectar inflamação ativa (edema ósseo) nas fases iniciais. A radiografia pode mostrar alterações estruturais (como esclerose ou fusão) em estágios mais avançados. A ultrassonografia reumatológica, disponível no consultório da Dra. Viviane Machicado em Salvador, auxilia na avaliação de entesite e artrite periférica. O exame de HLA-B27 é solicitado no contexto clínico; VHS e PCR avaliam a atividade inflamatória.

Tratamento das Espondiloartrites em Salvador

O objetivo é controlar a inflamação, aliviar a dor, preservar a mobilidade da coluna e a função das articulações. O tratamento combina medicamentos, fisioterapia e exercícios.

Medicamentos

Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são frequentemente usados como primeira linha para alívio da dor e da rigidez. Em pacientes com doença persistente ou mais grave, os medicamentos biológicos (anti-TNF ou anti-IL-17) são indicados e demonstraram eficácia na redução da inflamação axial e periférica. Em formas com predominância periférica, DMARDs como o metotrexato podem ser considerados.

Fisioterapia e Exercícios

A fisioterapia e os exercícios regulares (alongamento, fortalecimento e manutenção da postura) são fundamentais para preservar a mobilidade da coluna e evitar rigidez. A Dra. Viviane orienta sobre a importância da atividade física e, quando indicado, encaminha para acompanhamento multidisciplinar.

Programa ImmunoVita

O Programa ImmunoVita oferece acompanhamento estruturado para pacientes com espondiloartrites e outras doenças inflamatórias, com consultas periódicas, avaliação de atividade da doença e ajuste do tratamento conforme metas definidas.

Perguntas Frequentes sobre Espondiloartrites

O que é espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é a forma mais conhecida das espondiloartrites. É uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, podendo causar dor lombar inflamatória, rigidez e, em casos avançados, fusão das vértebras. O diagnóstico precoce e o tratamento com medicamentos biológicos permitem controlar a inflamação e preservar a mobilidade.

Dor nas costas que piora em repouso é sinal de espondiloartrite?

Sim. A dor lombar de caráter inflamatório — que melhora com movimento e piora em repouso, frequentemente com rigidez matinal prolongada — é um dos sinais que podem sugerir espondiloartrite, em contraste com a dor mecânica (que piora com atividade). Se você apresenta esses sintomas, especialmente se for jovem, a avaliação reumatológica é recomendada.

Espondiloartrites têm relação com o HLA-B27?

Sim. O gene HLA-B27 está presente em uma parcela significativa dos pacientes com espondilite anquilosante e outras espondiloartrites (cerca de 80% a 90% na espondilite anquilosante). Porém, ter HLA-B27 positivo não significa ter a doença — muitas pessoas com o gene nunca desenvolvem espondiloartrite. O exame auxilia no contexto clínico, mas o diagnóstico é feito pela combinação de sintomas, exame físico e imagem.

Como é o tratamento das espondiloartrites?

O tratamento inclui anti-inflamatórios, fisioterapia e exercícios para manter a mobilidade. Quando a doença é mais ativa ou não responde bem, são indicados medicamentos biológicos (anti-TNF ou anti-IL-17), que demonstraram eficácia na redução da inflamação da coluna e das articulações. O acompanhamento regular com reumatologista é fundamental para ajustar a terapia.

A ultrassonografia ajuda no diagnóstico das espondiloartrites?

A ultrassonografia reumatológica é útil para avaliar entesite e sinovite em articulações periféricas. Para o envolvimento da coluna e das articulações sacroilíacas, a ressonância magnética é o exame de imagem mais sensível para detectar inflamação ativa. A Dra. Viviane Machicado solicita e interpreta os exames no contexto clínico para fechar o diagnóstico e acompanhar a doença.

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