O que é a Síndrome de Sjögren?
A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico ataca principalmente as glândulas que produzem lágrimas e saliva, resultando em secura nos olhos (xeroftalmia) e na boca (xerostomia). Pode afetar também outras glândulas exócrinas e, em uma parcela dos pacientes, causar manifestações em outros órgãos (articulações, pele, pulmões, rins e sistema nervoso).
A doença é mais frequente em mulheres, geralmente a partir dos 40–50 anos. Pode ocorrer de forma isolada (Sjögren primária) ou associada a outras doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide e esclerose sistêmica (Sjögren secundária). O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a controlar os sintomas e a prevenir complicações, como cáries, conjuntivites e lesões da córnea.
A Dra. Viviane Machicado, reumatologista em Salvador, Presidente da Sociedade Baiana de Reumatologia e com mais de 10 anos de experiência em doenças autoimunes, oferece diagnóstico e acompanhamento da Síndrome de Sjögren, com avaliação clínica e laboratorial e integração com oftalmologia e outros especialistas quando necessário, incluindo o Programa ImmunoVita para monitoramento estruturado.
Sintomas da Síndrome de Sjögren
Os sintomas variam de leves a intensos e podem incluir secura, fadiga e manifestações articulares ou sistêmicas.
- Secura ocular (xeroftalmia): Sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão, intolerância à luz e visão turva. O uso de lágrimas artificiais e avaliação oftalmológica são essenciais para evitar lesões da córnea.
- Secura da boca (xerostomia): Dificuldade para mastigar e engolir, necessidade de beber água com frequência, aumento do risco de cáries e de infecções orais (como candidíase). A saliva espessa e a alteração do paladar são comuns.
- Secura de outras mucosas: Nariz, garganta, pele e região genital podem ficar secos, causando desconforto, tosse seca e maior risco de infecções.
- Fadiga: Cansaço persistente e desproporcional ao esforço, presente em muitos pacientes.
- Dor e inchaço articular: Artrite pode ocorrer, semelhante à artrite reumatoide em alguns casos, especialmente na Sjögren secundária.
- Manifestações sistêmicas: Em uma minoria, podem ocorrer envolvimento pulmonar, renal, neurológico ou vascular, exigindo tratamento específico.
Diagnóstico da Síndrome de Sjögren
O diagnóstico é clínico-laboratorial e pode incluir avaliação oftalmológica e biópsia das glândulas salivares. O reumatologista correlaciona os achados para fechar o diagnóstico e afastar outras causas de secura.
Critérios e Avaliação Clínica
Existem critérios de classificação (como os da ACR/EULAR) que consideram sintomas de secura ocular e oral, resultados de testes oculares (Schirmer, Rosa Bengala), marcadores sorológicos e biópsia das glândulas salivares menores. A história clínica e o exame físico são a base da avaliação.
Exames Laboratoriais e Complementares
Os anticorpos anti-Ro/SS-A e anti-La/SS-B são frequentemente positivos na Síndrome de Sjögren e auxiliam no diagnóstico. O FAN (fator antinuclear) costuma ser positivo. A biópsia das glândulas salivares menores do lábio pode mostrar inflamação característica (focos linfocitários) e é solicitada quando o diagnóstico permanece incerto. A avaliação oftalmológica com testes de produção de lágrimas complementa a investigação.
Tratamento da Síndrome de Sjögren em Salvador
O tratamento visa aliviar a secura, proteger os olhos e a boca, e tratar manifestações sistêmicas quando presentes. Não existe medicamento que cure a doença; a abordagem é sintomática e, quando necessário, imunomodulatória.
Tratamento da Secura
Olhos: Uso de lágrimas artificiais e géis lubrificantes, orientação oftalmológica e proteção contra vento e ar condicionado. Boca: Estimulantes de saliva (como pilocarpina quando indicado), hidratação, higiene bucal rigorosa e acompanhamento odontológico para prevenção de cáries. Umidificadores de ambiente podem ajudar.
Medicamentos Sistêmicos
A hidroxicloroquina pode ser usada para fadiga e dores articulares. Em manifestações mais graves (artrite ativa, envolvimento pulmonar ou renal), corticoides e imunossupressores podem ser necessários. A Dra. Viviane Machicado individualiza o plano conforme a atividade da doença.
Programa ImmunoVita
O Programa ImmunoVita oferece acompanhamento estruturado para pacientes com doenças autoimunes, incluindo a Síndrome de Sjögren, com consultas periódicas e monitoramento de sintomas e exames.
Perguntas Frequentes sobre Síndrome de Sjögren
Síndrome de Sjögren tem cura?
A Síndrome de Sjögren é uma doença crônica sem cura definitiva. O tratamento visa aliviar os sintomas de secura, prevenir complicações (como cáries e lesões oculares) e controlar manifestações sistêmicas quando presentes. Com acompanhamento regular com reumatologista e oftalmologista, a maioria dos pacientes consegue manter boa qualidade de vida.
Síndrome de Sjögren pode virar lúpus?
Não. São doenças autoimunes distintas. Porém, a Síndrome de Sjögren pode ocorrer sozinha (primária) ou associada a outras doenças autoimunes (secundária), como lúpus, artrite reumatoide e esclerose sistêmica. O reumatologista avalia se há sobreposição e conduz o tratamento de forma integrada.
Por que boca e olhos secos?
Na Síndrome de Sjögren, o sistema imunológico ataca principalmente as glândulas que produzem lágrimas e saliva. Isso resulta em redução da produção de líquidos, causando secura nos olhos (xeroftalmia) e na boca (xerostomia). A secura pode afetar também pele, nariz, garganta e região genital.
Quais exames confirmam Sjögren?
Não existe um exame único. O diagnóstico combina sintomas de secura, avaliação oftalmológica (teste de Schirmer, Rosa Bengala), exames de sangue (FAN, anti-Ro/SS-A e anti-La/SS-B) e, quando necessário, biópsia das glândulas salivares. O reumatologista integra os achados para fechar o diagnóstico.
O tratamento da Sjögren inclui imunossupressores?
Em formas apenas com secura, o tratamento foca em lubrificantes oculares, estimulantes de saliva e higiene bucal. Quando há manifestações sistêmicas (artrite, envolvimento pulmonar, renal ou neurológico), podem ser indicados hidroxicloroquina, corticoides ou imunossupressores. A Dra. Viviane Machicado individualiza o tratamento conforme a gravidade e os órgãos afetados.
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